Comunicação de alarme em duas espécies de cnidário, Tubastraea sp. e Palythoa caribaeorum (Cnidaria: Anthozoa)

Nayara Okada, Amanda Vaccani, Erick Behrends, Rodrigo Santos, Hevelin Costa, Fillipe Moura, Natalie Freret-Meurer

Resumo


As espécies Palythoa sp. e Tubastraea sp. estão incluídas no filo Cnidaria, o qual é composto por animais pouco complexos e contendo poucos tipos celulares, podendo ser solitários ou coloniais. Este estudo visou determinar se os pólipos de Tubastraea sp. e Palythoa caribaeorum respondem à retração de um conspecífico de mesma população.O trabalho foi realizado na Praia de Araçatiba, no Município de Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Foram realizadas observações através de mergulho livre. As colônias observadas foram escolhidas de forma aleatória. As observações foram realizadas a partir do método Grupo Focal. Cada observação foi precedida por um período de três minutos e durante esse período nenhuma colônia apresentou qualquer mudança comportamental. Um indivíduo central da colônia recebeu um estímulo tátil e os pólipos retraídos foram contados/fotografados. Os resultados apontaram uma diferença significativa entre os pólipos que retraíram nas colônias de ambas as espécies. As colônias de Palythoa caribaeorum apresentaram uma média de 196,67±120,93 pólipos retraídos após o estímulo. Já as colônias de Tubastraea sp. apresentaram uma média de 2,4 ± 2,14 pólipos retraídos após o estímulo.


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